terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sol


Quando ando pela rua e esta frio busco o sol, não há nada melhor do que o sol no inverno...
O sol que bate nos pés pela manhã na hora de sair da cama, que aquece o gato dorminhoco...
Se eu fosse o sol aqueceria os corações assombrados, os irmãos doentes de infância, os irmãos doentes de ira!
Mas o mesmo que esquenta mata e queima!
Há de se respeitar o sol, mesmo o bem pode ser nocivo. Sigo dizendo que se EU fosse o sol aqueceria os corações assombrados, mas tostaria aqueles que tentassem apagar o meu fogo!
Foi o que disse uma amiga... Hoje acho que ela queria ser respeitada!
Beatriz Lopez

sábado, 18 de agosto de 2007

A Rainha.



Engraçado foi descobrir desejos enraizados, os quais são tão óbvios que nunca tinha dado conta que eles existem...
Tentei entender, será?
Hoje posso dizer que me conheço mais do que ontem, mas não conheço nem um décimo do que eu gostaria.
O outro dia me chamaram de rainha. Qual figura era essa? Digo que boa não chega nem perto... No imaginário dele sou tirana, no meu toda minha agressividade é magoa. Poderiam ser sinônimos (assim como nos dois somos parecidos), mas são tão doloridos os dois...
Aquele que diz é tão sofrido quanto eu, a Rainha que chora é tão tirana quanto ele. Os que causaram danos irreversíveis em nós só são como nós. Passo a passo lutando nessa escola para sobreviver à melancolia.
A Rainha sempre linda, o falante sempre forte e os causadores sempre cansados.
Seriam eles de fato causadores? Seria a monarca sempre linda e ele forte?
Enxerguei que se fosse uma Rainha, antes, usaria o poder de mando para receber um afeto infantil, um carinho que só as crianças dispõem que nenhum duque supre. Só que perceber que a mão que acaricia só tem valor vinda de vontade própria me fez acreditar que nunca seria feliz um tirano... A não ser que seus afagos fossem dados sem o uso do dedo opressor.
Agora que me dei conta dessa floresta sei que parte dela nunca passará do imaginário nem do nome desejo... Mas como as plantas sempre dão frutos ou folhas entendi que a criança pode ser cuidada e acariciada por ela mesma!
Beatriz Lopez

sábado, 16 de junho de 2007

Como nasceu?

Como nasceu?
Um dia desses, não faz muito tempo, estava na sala, não lembro por que, e olhei pela janela e vi do lado de fora uma joaninha, vi a parte das patas, do abdômen, claro que fiquei feliz em vê-la, afinal não é todo dia que uma joaninha para em minha janela. Mas resolvi fechar a janela por conta do frio, por um segundo achei que eu tinha matado ela... Matado a bela joaninha, aquela que dizem que traz sorte, nossa!!! Matei a minha sorte? Não, ela tava lá... Escondida, mas não de mim, nem escondida estava era só eu que não tinha visto que ela ainda tava lá... Viva e bonita do lado de fora da minha janela. Mas o que isso tem a ver? O dia estava lindo, outono ensolarado e uma joaninha... Foi ai que escrevi no MSN, Joaninhas na janela, e encontrei a Paula, aquela amiga que foi pra Itália, aquela que tomava café na minha casa todos os dias, aquela que eu falava sobre tudo a qualquer momento... Aquela amiga... e pedi pra ela fazer um Blog para mim, já que sou uma negação para isso... e nasceu daí joaninhas na janela, o nome ficou por escolha dela. Sempre gostei do sorriso dela, do nariz, da risada, mas agora vejo que gosto também, dos dedos... A propósito se deliciem com os vídeos que ela, a criadora, colocou.
Bom, apresentado está, por nos duas... Escrever é uma conseqüência, aos poucos ele crescerá e as letras nascerão, assim como nasceu o blog.

Beatriz Lopez